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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Coisa alguma...



Nunca vos aconteceu isto???

Bom, dirão os entendidos das yogas e das meditações e de tudo  que exija  concentração, que é fácil atingirmos num tempo e num espaço cerebral, um estado profundo de coisa alguma!!!

Aqui para os meus lados, nunca chamei a coisa por esse nome mas, quando os meus se chegam a mim e dizem qualquer coisa como:

- Visto azul ou verde?
- A saia ou as calças?
- O fato azul ou o cinzento?
- Vamos aqui ou ali?
- Como carne ou peixe?

Eu respondo-lhes:

- Claramente num estado profundo de não sei... 

O silêncio impera por uns segundos! Os olhos chispam fogo! A boca contrai-se só pelo desejo do que se quer dizer mas, não se pode!

... e a vida continua...

mp&c












terça-feira, 23 de setembro de 2014

O hacker chamou-me "um figo"... vá-se lá saber porquê...



Fiquei absolutamente e literalmente na merda quando, de repente, começo a receber sms e até telefonemas de amigos a avisarem-me que, provavelmente, alguém teria tido acesso à minha base de dados do gmail e tinha desatado a  enviar mail's com o título de "Ajuda" tendo  o texto como fundo a ideia de que eu estaria em Bristol de férias ( de facto, tinha acabado as minhas férias mas, não em Bristol!) e tinha sido vitima de um roubo em que tinha perdido, passaporte, BI, cartões de crédito, dinheiro, tudo, e que precisava com urgência que me enviassem 1500 libras para poder fazer face a todo o inconveniente que aquilo me tinha causado!

Ao ligar o computador e tentar perceber o que se passaria percebi de  imediato, deduzo que por questões de segurança, que tinha ficado sem conta! São instantes e segundos completamente desorganizadores!!! Percebe-se que se perdeu tudo! Tudo o que nos lembramos e tudo o que não nos lembramos mas que, naqueles instantes, temos a certeza absoluta  que iremos precisar!!!

Isto não é novo, sabemos isso! Mas, COMIGO foi!  E  foi tão estranha esta sensação de intrusão, violação e impotência ... alguém entrou na minha "vida", usou-a , fez dela o que quis e deixou-a assim, vazia , suja, sem nada...estavam por lá muitos mail's que eu escrevi e outros tantos que recebi; uns, com coisas banais, vulgares, outros, mais emotivos; aqueles que se escrevem a amigos que estão longe ou nem por isso, com os quais  se comunica de quando em vez, por este meio...

Estou a recuperar deste "roubo"!!! Felizmente consegui recuperar o endereço depois de dar voltas e voltas e mais voltas, aos pedidos que iam sendo questionados para garantirem a segurança da conta sobre a qual estava a ser solicitada a ordem de "restaurar"! Menos mal! Assim, fico com a certeza de que, pelo menos, o meu contacto continua o mesmo e como tal, espero eu,  irei continuar a receber mail's de quem e para quem, importo!!

Agora, porque afinal de contas toda a gente sabia menos eu, tenho uma password com letras e números e dois endereços de e'mail para evitar ficar sem nada se algo do género voltar a acontecer...Mas porque é que nunca me disseram nada sobre esta possibilidade de protecção? 

Estou de regresso...

mp&c



segunda-feira, 8 de setembro de 2014

O meu meio de transporte favorito....



As férias para mim, para além de sinónimo de relax, descanso, família, sol, rir, gargalhar, enfim, tem um outro lado absolutamente apelativo e pelo qual eu aguardo o tempo necessário : o meu tempo de LER!!!!

Sem tempo, entre consultas e afazeres diários  rotinados por dias cronometrados e organizados ao milímetro e segundo,  fico reduzida à falta da 25ª hora, aquela que seria declarada "a minha hora da leitura"; e aí, as férias chegam e o meu marido, na altura de arrumar as coisas na mala ou no carro, grita (literalmente):

- A FNAC, vem connosco???
- Não , porquê?
- Por nada...

E lá vou eu, com O livro para ler; O livro para ler em substituição d' O livro, aquele que vou terminar; O livro para ler a seguir àquele que vou terminar; e, O livro que vem enquanto suplente, caso termine qualquer um deles; agora, ficar sem O livro, O livro que é e será sempre  o meu "meio de transporte favorito", isso é que não.

Ah! Para além dos livros técnicos, naturalmente, que também são bastantes. 

Então, a minha selecção para este ano, deixo-a por aqui. Já li os três primeiros, estou a acabar o quarto e ainda me sobra o quinto:

- A Rainha Ginga - José Eduardo Agualusa;
- Histórias de um Portugal Assombrado - Vanessa Fidalgo
- O Problema Espinosa - Irvin D. Yalom
- Abraço - José Luís Peixoto
- A Louca da Casa - Rosa Montero

Já li O livro, o substituto, o substituto do substituto e agora vou para o substituto do substituto do substituto ; ainda bem que trouxe mais...

Como li por aí: " Livro é tão bom que deveria até ser elogio tipo, você é tãooo livro"!!!

mp&c



domingo, 7 de setembro de 2014

Tatuar ou não tatuar, eis a questão...


Eu tatuo, tu tatuas, ele tatua....

Eu gosto de tatuagens!!! Quem me lê, daí, eventualmente pensará, se já não terei idade para ter juízo, tendo em conta que nasci entre os anos 60 e 70 do século XX! Mas gosto. Mesmo que refile com a minha filha que volta e meia, meia volta, tatua mais uma;( não sei com que direito refilo mas, não consigo remeter-me à ausência de critica  :-). Coisas de mãe, provavelmente!!! ) . Não  deixo é de lhe sugerir que faça em locais do corpo que possa proteger q.b. , de forma a não ter que se expor muito ,sobretudo em momentos e ambientes em que, o facto de ter tatuagens, pode ser sinónimo de exclusão...

Não vou por aqui dissertar sobre a exclusão em determinadas empresas de possíveis funcionários só pelo facto de terem o corpo tatuado. Entendo que se não fosse por isso, seria por outro motivo e que muitas vezes será a única razão palpável, para quem contrata, de justificar a sua não entrada no quadro da instituição. Provavelmente, muitas empresas, já perderam funcionários excepcionais, de uma dedicação extrema e altamente profissionais, só pelo facto de se permitirem ser quem gostam e fazerem aquilo que a liberdade lhes permite mas, enfim...

Bom, continuando, as tatuagens, já todos sabemos, são desenhos com carácter permanente feitos na pele humana de forma subcutânea através da introdução de pigmentos coloridos por agulhas; é uma forma de arte ancestral com significados únicos e absolutamente aceites e compreendidos em culturas diversas. Os tipos de desenhos são variados e sujeitos a quem escolhe; ou, usados em determinadas culturas, para marcar passagens de patamares de desenvolvimento no crescimento de quem os usa e ostenta no corpo; 

Quanto a mim, gosto porque sim!! Não procuro um significado para... Gosto e faço disso um gesto estético de puro prazer ( quer dizer, de prazer não tem nada porque dói como a porra!!!!).

Tenho algumas! Uma é comum a mim, à minha filha e ao meu marido, tatuada em sítios do corpo diferente; outra, disfarça uma cicatriz, símbolo de um momento da minha vida (afinal de contas uma tatuagem também pode ter um efeito terapêutico!); ainda outra, à volta do meu pulso, é uma frase que define o que os meus sentem por mim; outra, é a minha borboleta azul que nunca me foi possível ver  e por isso, resolvi criar a minha privada! e esta última, começou como uma erva "daninha", apelidada por alguém para se meter comigo e, ao fim de uns anos, transformou-se numa estaca linda de cerejeira... 

Todas foram pensadas e feitas num hiato de tempo, justificado e perfeitamente claro quanto ao porquê da coisa...

Esta, que aqui exponho, é a mais recente marca na "história" da minha vivência, escolhida e definida pela minha filha... 

Obrigada bicho lindo da mami pelo porquê e cuidado na escolha... mas isso, fica só para nós ;-)...


mp&c




terça-feira, 2 de setembro de 2014

Uma questão de altura…





Não sou uma “gaja” alta! 

Tipicamente portuguesa, alfacinha de gema, saí totalmente aos meus; baixinha, fico-me pelos meus doces ( é a família que diz)  1,59m.  Ah!!! Mas já tive 1,60m; naquela altura em que se faziam filas imensas para se tirar o bilhete de identidade e as medições, estranhissímas,  passavam, para além do "medidor", pelo desconto do tamanho do salto feito pelo olhar humano de quem nos media. Bem, lá  diz o ditado popular que quando vamos para velhos, ficamos mais pequenos! Não acho piada nenhuma a isso, reconheço…

Bom, a minha irmã, pouco maior que eu ( ela acha-se claramente mais alta do que eu, mas,  “descalçinhas”, estamos ela por ela) tem uma paixão pelos sapatos onde as alturas, disfarçadas de gente elegante, levam-na a um patamar de modelo  Armani!

Eu não! Eu gosto mesmo é de pé no chinelo, apesar de reconhecer que ela está cheia de razão quando diz que a elegância, passa pela postura e altura. Ok… eu percebo isso! E é verdade que quando me vejo obrigada a usar em algum evento que justifique, de repente, olho todo o mundo do alto dos meus 15 cm e sinto que alguém, perdido naquela imensidão de gente que normalmente está neste eventos, me olha de baixo para cima. Não é arrogância de patamares superiores, acreditem, é só uma “merda” a deixar-me convencida ;-) ! E também sei que não há superfície possível de reflectir a minha imagem para a qual eu não olhe e tenha aquele movimento de me baixar, porque estou alta de mais, para me conseguir ver e admirar. Não sei se é narcisismo puro ou, simplesmente, prazer por me ver alta.

Mas, estou de FÉRIAS!!!!! Num momento da vida alto mas, a usar chinelo baixo… Olhando o mar, gargalhando sol, fitando feita louca , presa a umas preguinhas do ventre que retém o meu ímpeto e que impedem de me atirar ao Sr. que passa e inofensivamente grita: “bolinhas de berlim, quentinhas, acabadas de fazer”;  e elas, na minha imaginação, dançando quizomba, roçando açúcar nos meus dedos colados ao lábios, tentam-me e tentam-me… e eu não resisto!!!


Venham saltos de 15 cm, num momento baixo da vida, para me elevarem à elegância feita altura…

mp&c


segunda-feira, 1 de setembro de 2014

E o Setembro, meu delicioso Setembro...





Não me lembro,desde que me emancipei da vida de solteira, isto é, casei, de tirar férias em outro mês que não o mês de Setembro...

No pico dos meses de Verão, entre Julho e Agosto, eu gosto mesmo é de estar na cidade, de nome Lisboa, mesmo que esteja a trabalhar. E perante esta cidade que se transforma, eu me apaixono mais uma vez por ela. E voltamos a estar numa relação... Passeamos de mão dada pelas ruas; ouvimos os sons musicais que ecoam entre as colinas; levantamos o olhar da correria diária e olhamos o rosto de quem passa feito sorrisos; reparamos no novo, feito progresso, que surpreende; envolve-mo-nos  nas noites quentes de Verão...E é absolutamente delicioso...

Mas este ano, apesar do nosso reencontro, não tivemos o tempo enquanto aliado.  

E chegou Setembro!! E, tal como sempre me habituou, com ele vem o bom tempo, tempo de férias! Aí está o meu mês, sorrindo, abrindo o peito, trazendo o sol ,perdoem-me a insinuação, SÓ PARA MIM!!!!!

E aqui vamos nós, como terão ido a  maioria dos portugueses em férias, para modo sul, abertos ao sol, à água ( espero que esteja menos fria ), à areia, ao relaxar ao som do mar, ao riso fácil, à partilha e sobretudo a uma entrega muito especial: ao afecto em família, tendo o tempo como cúmplice!


Por agora, enquanto a filha termina o último ano da faculdade, ainda somos três expostos a estas vivências familiares veraneias mas,  por força de um crescer e tornar-se adulto, logo, logo, terá o seu próprio mês de verão. Até lá, deixemos a felicidade entrar e instalar-se durante as próximas duas semanas debaixo de um chapéu de sol, tendo-nos a nós como companhia...

Quanto a mim, entre um livro e outro, entre um mergulho e um relacionamento com o sol eu irei continuar por aqui, dando voz ao meu relax, ao meu estar e fazer... 

Afinal de contas, a minha escrita não me dá férias e eu, não me importo nada com isso...

E já agora, para quem tal como eu, vive uma relação assumida com o mês de Setembro, BOAS FÉRIAS!!!!

mp&c


sábado, 23 de agosto de 2014

"A minha vida não dava um blog..."






Um dia destes, numa manhã daquelas que até se acorda de forma tranquila sem nada de especial que nos leve a acelerar o passo, tomava eu o meu café e o meu pastel de nata ( ao sábado e domingo permito-me :-) ) fazendo zaping pela TV ( convencida ilusoriamente que o fazia pela vida), quando me  retenho na SIC Mulher a ver um programa com o nome de " A minha vida dava um blog" que não é mais do que um espaço onde se pretende mostrar quem escreve cada blog, onde vão buscar a inspiração para os seus posts e de onde surgem as ideias.

Atenta à linha condutora do programa  e ao tipo de  blog's que por lá apresentavam  que não variavam muito das temáticas já habituais nesta blogosfera : moda, culinária,  e mais, moda, culinária e mais, moda, etc,  percebi que,  tal como  explicam na estrutura do programa,  o objectivo era   " dar a oportunidade aos bloggers de "entrar" nos eventos mais "in" da semana, conhecer tendências de moda sugeridas pelos melhores Fashion Advisers e mostrar como se fazem as receitas mais saborosas..."  

Não consegui, perante o que ia vendo, deixar de me envolver por um sorriso irónico que desembocou   quase em gargalhada ao pensar que, mesmo não fazendo parte, enquanto blogger, do universo temático pretendido, como seria a reacção de quem rege a escolha de quem aparece ou não, sobre um pedido meu de  concorrer com o meu blog! :-) :-) 

Naquele universo de temas tão estéticamente lindos, onde a beleza e o prazer da comida ( que eu defendo e gosto até porque, também eu estou atenta a estas coisas!!) prevalecem, ia imaginando o nome do meu, no meio de todos aqueles,  a surgir no ecrã. Não faço a mais pequena ideia de  como o fariam até porque não dá para disfarçar as palavras com os "pis" tão claramente impostos quando elas são ditas pela boca ;-) mas, estava a ser delicioso o meu fantasiar a reacção de quem fosse apanhado pelo caminho ao, sem dar por isso, confrontar-se com a imagem das palavras do nome do meu blog; certamente que alguns veriam isso com admiração pelo arrojo mas outros, olhariam com a critica de quem o calão, não faria parte nem seria permitido no seu universo de vida... ( hipócritas! Quem nunca disse uma asneira daquelas que compõe o nome, atire a primeira pedra!!!)

Agora, não tenho é dúvida nenhuma de que, a minha vida não dava  nem de perto nem de longe um blog e nem o meu blog justificaria a existência de uma vida!

Tal como  me apresento no perfil , escrevo sobre tudo e sobre nada, sobre coisas sérias a brincar, sobre coisas sérias de forma séria, escrevo com humor e, não tenho qualquer intenção de ensinar, de dar dicas, aconselhar ou promover algum tipo de exemplo para quem me lê. Como vêem, nada de especial que justifique algum protagonismo! 

Mas, tenho que reconhecer que me está a dar um tremendo gozo  escrever sobre o que me apetece, sobre o que gosto e não gosto, sobre o que me irrita, sobre o que me fascina, isto é, sobre mim e, estou-me claramente  nas tintas para o facto de  poder parecer que por trás desta atitude, possa estar um  elevado grau de narcisismo (escrever é terapêutico)!!!
Para mim, só comigo, euzinha,  já é uma porra de um protagonismo e isso, basta-me!!!!

Por isso, se daí quiserem continuar a fazer-me companhia seguindo os meus passos escriturais nesta blogosfera (já lá vão 3000 visualizações , desde Junho, lindooooooo!) prometo que continuarei por aqui, tranquila, a escrever sobre todas as "merdas porras & c@r@!ho$" que me  invadam o dia e que me pareçam dignas de serem esculpidas, pensadas até à exaustão  e, naturalmente, partilhadas! 

Claramente a minha vida não dá um blog e nem me importo nada com isso. Afinal de contas sou só filha, mãe, mulher e psicóloga dos, melhores pais do mundo, da melhor filha do universo e arredores, do melhor marido que poderia fazer parte da minha vida e, dos melhores pacientes que povoam os meus dias e horas de consultório! Mas isso, fica só aqui para mim e para os meus, resguardado, neste cantinho do mundo que é a minha vida!!!

mp&c



terça-feira, 19 de agosto de 2014

Entre dramas e comédias, alguém há-de escapar...





A vida é composta de drama e comédia! Mais um cliché, admito!

Mas o que é um facto é que um bom drama prevalece na importância que se dá a estes dois lados da dicotomia drama/comédia!  Não há nada como um delicioso drama contado e recontado, com um lado artístico dramático que  faz de quem o conta o centro das atenções de quem o ouve!!! Vencer o Óscar do dramatismo contando os dramas  dos outros e até, os seus próprios,  é um verdadeiro estimulo no cenário mais deslavado e desenxabido de algumas  vidas, pressuponho!! E há muita gente por aí fazendo disso a melhor hora do seu dia, tendo em conta as postagens feitas no universo do  Facebook.

E depois, lá vem os gostos, isto é like's, debaixo das noticias mais escabrosas que se possam imaginar, digo isto do ponto de vista emocional, note-se: é o irmão que morreu e anunciam por lá a sua morte! ( por onde anda a dor discreta que leva a que se  pegue no telefone e se ligue às pessoas mais próximas de quem morre?); é o aniversário da morte da mãe que por acaso até já faleceu há mais de 20 anos mas que, vá-se lá saber porquê, importa relembrar a todo o mundo o acontecimento ( por onde anda a dor discreta e  a saudade sentida?) ; é a morte de um tio, que é dos tais que já nem se vê há tanto tempo quanto isso, que nem estava assim  tão presente  mas é matéria suficiente para de repente  os like's, isto é gostos, que andavam pelos 5, máximo 7, subam de repente aos 25, 30; e, pior ainda, com a desculpa desta rede que nos coloca em todo o lado abrangendo o maior número de pessoas, comunica-se o falecimento da pessoa por esta via! Desculpem, mas não consigo compactuar com este tipo de coisas! Ainda há dias coloquei no FB uma imagem que nos remetia para a saudade de receber uma carta! Ainda se pode fazê-lo! Até telegramas! Ah!!! e o telefone, o nosso e mais velho amigo, telefone!

Mas reparem, não é só o drama de quem posta é também o drama de quem "like" e que para complementar ainda mais este enredo dramático, não se inibe de colocar aquele tipo de comentários de fazer chorar as pedrinhas da calçada; e lá fica quem o lê e para quem é dirigido (fantasio eu, naturalmente), convencido de que afinal é amado por muita gente, pese embora esta sensação de solidão, de desafecto quase depressão ( exagero eu) , que o acompanha e que inconscientemente o leva a pedir desta forma "socorro"!

Se me perguntarem se isto é uma critica, é, PORRA!!! Claramente! Dramas, há por todo o lado na vida e a todos cabe ter o seu! Mortes de entes queridos, acontecem todos os dias por aí! O respeito por quem falece e por quem fica por cá mas não compactua com isto, está sujeito e prisioneiro de  um misto de egos carentes de atenção!

Porque não ficamos pela comédia?  No humor também se chora! Também se lamenta! Também se faz o luto! E também se respeita! Ah, velho povo este que ainda se mantém na palavra saudade, agarrado a ela com correntes de ferro!! 
Nada como o encontro com alguém que nos remete para este estar tão nosso, tão português:  

- Viva, como está minha querida? Está com tão bom aspecto!!!!
- Oh... vai-se andando, sabe! a vida não está fácil! O aspecto bom, é dos seus olhos, de certeza porque eu não me sinto assim!!!

É, apesar de tudo, entre "merdas, porras e c@r@!ho$  diários, os meus olhos insistem e vão insistindo  em ver sempre  o lado mais prazeroso e cómico da vida, porque para dramas, já basta os dos outros que insistem em serem vistos e sem pedirem licença estão constantemente a colocá-los debaixo do nosso olhar!

E um dia que eu tiver o meu próprio drama, será só meu e partilhado unicamente com quem eu quero, través dos velhos e sábios rituais familiares...

mp&c




segunda-feira, 4 de agosto de 2014





Lá vou eu recheando os meus dias com coragens absurdas, pensando escrevendo e libertando-me dos meus medos...

Mãe, um dia destes assumo que sou eu, a tua filha,  que escreve neste blog as coisas que tu arriscas ler, apesar dos títulos, e que até te  fartas de rir...

mp&c


segunda-feira, 28 de julho de 2014




Por isso, cada vez que encontro alguém, que me abre delicadamente a porta, que me puxa a cadeira para me sentar, desejo ardentemente que se apaixone pela minha filha...

É que o meu marido, pai dela, disso, sempre deu exemplo e nunca me puxou o tapete...

mp&c

domingo, 13 de julho de 2014

Cães, gatos e marido...

Não são os meus bichos! A serem, lá se podia ir o anonimato e  a minha mãe descobria ;-)...


Ok… vamos lá então escrever sobre cães, gatos e marido! Não necessariamente por esta ordem de importância, note-se!

Bom, tenho duas cadelas, uma gata e um gato que um dia, já foi gata. Mas isso fica para outro texto.

Gosto dos meus animais, muito, mas não me vou perder por aqui a divagar sobre os seus direitos que para mim são claros e inquestionáveis, nem tão pouco acusar ou enunciar as atrocidades que se vão fazendo por aí. Deixo isso para quem de direito.Permito-me assumir  de forma clara que , se tenho animais a meu cargo, é porque gosto de animais e como tal, responsabilizo-me por eles  e vivo tranquila  com a certeza de que são fantasticamente bem tratados. 

Repito, gosto muito dos meus bichos mas defendo que,  como diz o velho ditado, “cada macaco no seu galho”: eles no seu sitio e eu, no meu. Não os coloco acima dos meus nem, ao lado dos meus mas, enquanto fazendo parte  do meu contexto familiar, claramente tem a importância que eu/nós lhes damos.
Só não me peçam é para os  tratar  como seres humanos.  E que não se virem contra mim por eu não fazer isso! São pontos de vista diferentes e nem o meu, nem o que for contrário, está certo ou errado. São simplesmente diferenciados no que toca a esta coisa de interacção “animal”!

Eu pormenorizo:   não comem à mesa comigo; não vão  para cima dos meus sofás; nem dormem na minha cama; não lhes tiro fotografias cada vez que fazem algo pela primeira vez; nem lhes faço um álbum desde os primeiros dias que chegaram;  não lhes dou beijos na boca; não ando com eles ao colo; não falo com eles como se fossem meus filhos, nem os visto para parecerem gente . Prescindo perfeitamente e intencionalmente   das visões que me são dadas pelos donos que fazem tudo isto e muito mais. Entendo que , desvitalizar o animal da sua própria essência e instinto, também pode ser negligência! Felizmente, apareceu por cá o programa do Cesar Millan -  O Encantador de Cães – que me trouxe a certeza que eu estava no bom caminho e me “diplomou” como cuidadora suficientemente boa de cães e gatos! Mas naturalmente, respeito quem se coloca dessa maneira com os seus bichos de estimação.

Posto isto, retomo então a ideia deste texto e trago agora o meu marido para este cenário. 
Pergunta quem me lê: - Mas o que é que uma coisa tem a ver com a outra? Tem tudo. É que ele, meu marido, é quase um pouco como aquelas pessoas que tratam os animais como relatei (excepto, no comer à mesa, beijos na boca e vesti-los como gente...)… e só não faz mais porque eu argumento e contra argumento, sobre a sua forma de tentar ser o chefe da matilha. ( mas o facto é que, irritantemente,   eles seguem-no para todo o lado…)

Irritada com isto ou, se calhar, com outra coisa qualquer que não descortinei na altura, acabei por ocupar quase um mês da minha análise a falar sobre esta coisa da relação do meu marido com os nossos bichos.  Exasperava-me a imagem à posterior que eu tinha de mim, quando me acalmava: tal Maléfica, a minha entrada na sala era sempre acompanhada pela fuga aterrorizada de toda a bicharada: a gata Laurinha saltava metros de altura do colo dele para nunca mais ser vista nas horas a seguir; o gato Luisinho (que já foi gata) desatava a miar pelas escadas abaixo direito à sua alcofa; a Fiona e a Nonô , as nossas cadelas de raça “bulldog francês” , escondiam-se por trás dos sofás e, pata entre pata, deslizavam  pelo chão, com aquele olhar abandónico até ao limite que lhes parecia permitido: sempre com uma distância segura relativamente a mim! Céus!!!!!! Que bruxa, eu!!!

Aquilo incomodava-me à brava! Não sei se me incomodavam mais os olhares da Nonô e Fiona se, o olhar do meu marido critico e ao mesmo tempo interrogador tipo: - Mas porque é que és assim? Deixa estar os bichos!!
E eu respondia-lhe: - Sou assim porque tu és assim!! E pronto, ficávamos neste jogo de ping pong com a acusação como bola. E lá ia eu pagar 55€ por mais uma sessão de análise a falar sobre estas nossas discussões de poder sobre os animais: eu educava e ele, naturalmente, deseducava!

- Mas afinal o que é que a irrita mesmo? Perguntava-me a analista. E eu lá lhe enunciava exaustivamente , todos os excessos de cuidados e atenções que o meu marido dava aos bichos que me pareciam absolutamente exagerados e que, para variar, depois tinha mais trabalho a educa-los e que  não gostava nada, por isso, de me olhar assim, como a bruxa má de todas as histórias!!

- Percebo! – dizia-me ela – Só ainda não percebi do que reclama mesmo: se do excesso de atenção do seu marido aos vossos bichos se, da falta de atenção que sente, para si, devido a isso!


Na semana a seguir faltei à sessão!!!

mp&c